Entrar
Juíza federal descarta pena de morte para acusado de assassinar CEO da UnitedHealthcare

Juíza federal descarta pena de morte para acusado de assassinar CEO da UnitedHealthcare

Luigi Mangione responderá por outros dois crimes que podem resultar em prisão perpétua sem direito a liberdade condicional.

Redação
Redação
30 de janeiro de 2026

Um juiz federal determinou que Luigi Mangione não enfrentará a pena de morte pelo assassinato a tiros do CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson, ocorrido em dezembro de 2024. A decisão foi proferida pela juíza Margaret M. Garnett, do Distrito Sul de Nova York, na sexta-feira (17).

Em uma ordem escrita emitida uma hora antes de uma audiência marcada, a magistrada rejeitou as duas acusações que tornavam Mangione elegível para a pena capital. A promotoria federal, liderada pela procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, havia anunciado em abril a intenção de buscar a execução do acusado.

Novos crimes e fundamentação da decisão

Agora, Mangione será julgado por duas outras acusações: cruzar fronteiras estaduais para cometer um assassinato envolvendo perseguição e usar um sistema de comunicação eletrônica em um assassinato envolvendo perseguição. Ambos os crimes têm como pena máxima a prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

Em sua decisão, a juíza Garnett usou a palavra "absurdo" para descrever as "invalidações legais" das acusações que descartou. Ela argumentou que ambas as acusações exigiam a comprovação de que a perseguição, por si só, constituía um crime de violência – um requisito que, segundo ela, a promotoria não conseguiu atender.

Falha na caracterização do crime de perseguição

A juíza detalhou que, durante os meses em que Mangione supostamente planejou o assassinato, ele não colocou a vítima, Brian Thompson, em "medo razoável de morte ou lesão corporal grave" ou em "sofrimento emocional", conforme exigido pelo estatuto legal. De acordo com a narrativa da própria promotoria, Thompson não tinha conhecimento das ações de Mangione antes de ser baleado pelas costas em uma calçada de Manhattan no dia 4 de dezembro de 2024.

"Os crimes de perseguição alegados nos artigos um e dois não são 'crimes de violência' perante a lei, e os artigos três e quatro devem ser rejeitados", escreveu Garnett em sua ordem.

Contraste com anúncio inicial da promotoria

A decisão judicial contradiz o anúncio enfático feito pela procuradora-geral Pam Bondi em abril. Na ocasião, Bondi descreveu o crime como um "assassinato premeditado e a sangue frio que chocou a América" e afirmou que a busca pela pena de morte estava alinhada com a agenda do então presidente Donald Trump para combater a criminalidade violenta.

O julgamento de Luigi Mangione pelos dois crimes restantes pode começar em outubro. Brian Thompson, a vítima, era CEO de uma das maiores empresas de saúde dos Estados Unidos e deixou dois filhos pequenos.

Deixe seu Comentário
0 Comentários
🍪

Cookies

Nosso site usa cookies para melhorar a experiência do usuário. Ao usar nossos serviços, vocês concorda com a nossa Política de Cookies.