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Christina, uma mulher de 59 anos, declarou publicamente que não tem planos de se aposentar. A decisão não está relacionada a questões financeiras ou ao medo de desacelerar, mas ao fato de que sua carreira e vida pessoal só começaram a desabrochar verdadeiramente após ela completar 50 anos. Ela descreve essa fase como um período de descoberta e realização profissional inédita.

A americana seguiu o roteiro tradicional por grande parte da vida adulta: construiu uma carreira, criou dois filhos e priorizou as responsabilidades familiares. Com a saída dos filhos de casa, o silêncio trouxe uma pergunta que não fazia há décadas: "O que eu quero agora?". A resposta veio em forma de uma reinvenção completa.

O despertar da maturidade

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Na casa dos 50 anos, Christina lançou um podcast que ultrapassou 600 mil downloads, tornou-se co-apresentadora regular de televisão, contribuidora de lifestyle e começou a escrever para veículos de comunicação nacionais. Ela construiu uma plataforma focada em mulheres acima de 50 anos, defendendo a ideia de que a meia-idade é um despertar, e não um declínio.

Ela afirma que nada disso foi parte de um plano meticuloso. "Aconteceu porque eu finalmente parei de esperar por permissão", disse. Christina parou de dizer a si mesma que era "tarde demais", de assumir que os melhores anos ficaram para trás e de reduzir suas ambições para caber no estereótipo do que mulheres de sua idade deveriam almejar.

Ambition não tem data de validade

Um dos maiores mitos sobre o envelhecimento, segundo sua experiência, é que a ambição desaparece. Na realidade, ela se torna mais intencional. A perspectiva adquirida com as experiências de vida – incluindo decepções, desgostos e erros – muda a forma como a pessoa se posiciona no mundo.

"Eu assumo mais riscos agora porque confio mais em mim mesma. Me importo menos com validação externa. E estou muito mais disposta a dizer sim para coisas que me animam e não para coisas que não animam", explicou Christina. Ela atribui essa confiança não à juventude, mas à experiência acumulada.

O futuro como continuação, não como fim

Christina não vê as próximas décadas como o início de um fim, mas como capítulos repletos de curiosidade, contribuição e criatividade. Ela quer continuar aprendendo, criando e construindo um trabalho significativo.

Ela reconhece que, para muitos, a aposentadoria é uma recompensa e uma fuga de um trabalho desgastante. No seu caso, porém, ela não está fugindo do trabalho, mas correndo em sua direção. "Por que eu iria querer me afastar de algo que finalmente parece meu?", questiona.

A lição mais valiosa que seus 50 anos lhe ensinaram é que a linha do tempo convencional está ultrapassada. "A vida não atinge o pico aos 30 ou 40 anos. O propósito não expira aos 50 ou 60. A ambição não tem limite de idade", conclui. Embora não saiba como será seu trabalho aos 60, 70 ou 80 anos, essa incerteza a excita. Ela tem certeza de que não terminou de construir, aprender e contribuir.