Você já imaginou dois presidentes trocando confidências ao telefone e, no fim da ligação, um deles soltar um “I love you”? Pois foi exatamente isso que aconteceu entre Lula e Trump. E não, não é roteiro de série — é a realidade dos bastidores da política internacional.
Na última sexta-feira (1), o presidente americano ligou para Lula. A conversa durou cerca de 40 minutos. E, segundo fontes do governo brasileiro, o tom foi tão amistoso que Trump declarou admiração pela trajetória do petista e se despediu com a frase que virou fofoca nos corredores do Planalto.
Mas calma: o encontro desta quinta-feira (7) na Casa Branca não é só um reencontro de velhos amigos. Há pautas explosivas na mesa.
O que está em jogo na reunião?
Os dois líderes vão discutir comércio bilateral e combate ao crime organizado. Na área econômica, o PIX também deve entrar na pauta — um sinal de que o Brasil quer mostrar sua força em inovação financeira.
Mas o ponto mais sensível é a troca de informações sobre apreensões nas aduanas dos dois países. A ideia é acelerar investigações sobre rotas de produtos ilícitos, padrões e vínculos entre remetentes e destinatários. Ou seja: uma parceria direta contra o crime que atravessa fronteiras.
Terras raras e minerais críticos: o futuro do Brasil em jogo
Na véspera do encontro, a Câmara aprovou o marco regulatório para exploração de minerais críticos e estratégicos. E adivinhe só? As terras raras — aqueles elementos essenciais para fabricar celulares, carros elétricos e armas de última geração — devem ser um dos temas centrais da conversa.
Trump sabe que o Brasil tem um dos maiores potenciais do mundo nessa área. E Lula, que já sofreu com tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, quer garantir que a parceria seja justa.
O encontro que quase não aconteceu
Essa reunião estava marcada para março. Mas a guerra com o Irã — iniciada em 28 de fevereiro com ataques dos EUA e Israel — mudou os planos. Agora, o encontro foi classificado como “encontro de trabalho”, sem cerimoniais de Estado. Ou seja: nada de tapete vermelho. A chegada de Lula à Casa Branca será discreta, com apenas um cumprimento entre os presidentes.
Mas não se engane: a ausência de pompa não significa falta de importância. Essas reuniões objetivas são justamente as que resolvem problemas reais — tarifas, segurança e geopolítica.
O que esperar do futuro?
Se depender do clima amistoso dos últimos contatos, a tendência é de avanços concretos. Lula e Trump já se encontraram rapidamente em setembro de 2025, após o discurso do brasileiro na ONU. Na ocasião, Trump disse que houve “uma química excelente”. E, depois de um telefonema de 30 minutos em outubro, a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros foi pautada.
Agora, com um “I love you” no currículo, a expectativa é que os dois líderes saiam da sala com acordos que afetem diretamente o bolso e a segurança do cidadão comum. Fique de olho: o que for decidido hoje pode mudar o preço do que você compra e a forma como o Brasil combate o crime organizado.