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Sete anos após o rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), a maior parte dos recursos previstos no acordo judicial de reparação ainda não foi executada. O desastre, ocorrido em 25 de janeiro de 2019, matou 272 pessoas e contaminou a bacia do Rio Paraopeba.

Até o momento, foram executados R$ 9,14 bilhões, o equivalente a pouco menos de um quarto dos R$ 37,6 bilhões previstos no termo. O acordo foi assinado em fevereiro de 2021 entre o Governo de Minas Gerais, a Vale, o Ministério Público e a Defensoria Pública.

Obras em andamento e principais entregas

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Os recursos vêm sendo aplicados em diferentes frentes, com investimentos concentrados nas áreas de saúde, infraestrutura, meio ambiente e desenvolvimento social. Entre as principais entregas está o Hospital Regional de Teófilo Otoni, financiado com recursos do acordo, embora a unidade esteja localizada a centenas de quilômetros da área diretamente atingida.

Na infraestrutura, os recursos bancaram a pavimentação de trechos da MG-060, a compra de ônibus para o transporte público e a construção de moradias populares em municípios incluídos no acordo.

Reparação coletiva e indenizações individuais

A participação direta das comunidades atingidas na definição de prioridades teve início apenas em 2025, com a execução do anexo do acordo voltado à reparação coletiva. Foram iniciados 21 projetos para povos e comunidades tradicionais, após mais de 100 reuniões em campo.

De forma paralela, cerca de 15 mil pessoas receberam indenizações individuais, enquanto as ações voltadas à reparação coletiva dos territórios seguem em implementação.

Situação ambiental e processos judiciais

O Rio Paraopeba permanece sob monitoramento permanente. Programas de saneamento e recuperação ambiental estão em andamento, com previsão de R$ 1,47 bilhão em investimentos, embora parte relevante das obras ainda esteja em execução ou fase de contratação. Comunidades ao longo da bacia seguem utilizando sistemas alternativos de abastecimento de água.

Até o momento, os processos criminais relacionados ao rompimento da barragem ainda não resultaram em condenações definitivas.