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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (22) o cancelamento de tarifas que ameaçava impor a sete países europeus. A decisão ocorreu após uma reunião com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.

Trump afirmou, em publicação na rede social Truth Social, que ambos estabeleceram uma "estrutura para um acordo futuro com respeito à Groenlândia e, de fato, toda a Região Ártica". Com base nesse entendimento, as tarifas programadas para entrarem em vigor em 1º de fevereiro não serão aplicadas.

Equipe de negociação e ameaça anterior

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O presidente americano também informou que mais detalhes sobre o acordo serão divulgados em breve. Ele nomeou o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio e o enviado especial Steve Witkoff para integrar uma equipe de negociação.

No último fim de semana, Trump havia anunciado a imposição de tarifas à Suécia, Noruega, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia. A condição para evitar as sobretaxas era que esses países concordassem com um acordo para transferir o controle da Groenlândia para os Estados Unidos.

Impacto e desdobramentos

A ameaça inicial previa uma tarifa de 10% a partir de fevereiro, com aumento para 25% em junho caso os países não cumprissem a exigência. A medida causou turbulência nos mercados financeiros e ofuscou parte dos debates em Davos.

Em discurso nesta quarta, Trump pareceu afastar o uso da força para adquirir o território, após declarações ambíguas na véspera. "Eu não tenho que usar a força, não quero usar a força, não usarei força", afirmou. "Tudo o que os Estados Unidos estão pedindo é um lugar chamado Groenlândia."

A situação continua em desenvolvimento, e novas informações sobre os termos do acordo devem ser divulgadas pela equipe de negociação designada.